04/11/10 | 9:29
Plano de Contingência da Dengue para 2011

Técnicos da Secretaria Municipal de Saúde (Semsa) e da Fundação de Vigilância em Saúde (FVS) se reúnem, a partir desta quarta-feira (03), com representantes do Programa Nacional de Controle da Dengue, do Ministério da Saúde (MS), para a atualização dos Planos de Contingência da doença para 2011, no município e no Estado. As reuniões acontecem até sexta-feira (05) e, durante o evento, a Prefeitura de Manaus também apresentará o Mapa de Risco da doença, identificando as áreas da cidade e do entorno, que possuem baixa, média e alta vulnerabilidade para ocorrência da endemia.

O secretário municipal de Saúde, Francisco Deodato, explica que nesta reunião técnica o Plano de Contingência da Dengue, já aprovado pelo Conselho Municipal de Saúde para o biênio 2010/2011, deverá passar por pequenas reformulações, considerando a classificação de estado de alerta da cidade, por conta da presença do mosquito da dengue na região. “O Plano reúne todos os processos e práticas que devem ser adotados em caso de surto epidêmico”, frisa o secretário.

Na avaliação de Deodato, neste ano, o município obteve resultados bastante positivos quanto ao controle do vetor. Na semana passada, por exemplo, a Semsa concluiu que o índice de infestação de larvas dos mosquitos da dengue nos imóveis de Manaus caiu de 2,7%, registrado em julho, para 1,5%, em outubro, mantendo-se abaixo do limite de alto risco de transmissão da doença estabelecido pelo MS, que é de 6%. No entanto, diz ele, o município precisa ter um plano de ação para nortear as decisões, em situações emergenciais. Nos últimos dez anos, Manaus registrou três surtos epidêmicos de dengue: nos anos de 1998, 2001 e 2008.

De acordo com o assessor técnico da Semsa, Vanderson Sampaio, uma das propostas para a versão 2011 do Plano de Contingência é a ampliação das ações estratégicas na área de atenção ao paciente. Em caso de epidemia, segundo ele, é necessário assegurar que o usuário com suspeita de dengue chegue à rede básica e tenha seu diagnóstico rapidamente, por meio do exame clínico. “As medidas preventivas devem ser adotadas aos primeiros sintomas, a fim de evitar que o paciente desenvolva a forma grave da doença e corra risco de morte”, frisa. Neste sentido, em 2011, ganharão reforço as capacitações voltadas para atualizar os conhecimentos dos servidores quanto ao acolhimento destes pacientes e o fluxo de referência e contra-referência.

De acordo com Sampaio, o município também irá discutir, junto ao MS, as condições de realização da testagem rápida para dengue, e propor ampliação do serviço, disponível apenas pela rede estadual de saúde. “Na rede básica, dispomos de exames como o de hemograma, que podem identificar rapidamente as alterações causadas pela presença do vetor. No entanto, é preciso contar com todo tipo de mecanismo que permita mais agilidade na confirmação de casos”, explica. Atualmente, o resultado do teste laboratorial demora, em média, cerca de 10 dias para ser divulgado.

Reportagem – Adyam Litaiff