17/04/17 | 12:12
Prefeito Arthur Neto acompanha primeiras ações do SOS Enchente e determina total atenção às famílias

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De volta a Manaus depois de passar por um período de 30 dias de licença para tratamento de um câncer, o prefeito Arthur Virgílio Neto assumiu, nesta segunda-feira, 17/4, a linha de frente das ações de prevenção à cheia 2017, com a Operação SOS Enchente. O trabalho visa identificar as famílias que moram nos bairros da orla da cidade e que deverão ser afetadas pela subida das águas este ano.

A ação começou pela rua Ana Nogueira, beco São João, no bairro de Educandos, zona Sul, onde cerca de 760 famílias da área começaram a ser identificadas. O levantamento será realizado em outros bairros da cidade e em outras zonas, estimando-se que em toda a cidade 3.500 famílias sejam inseridas na operação para auxílio da prefeitura, totalizando 15 mil pessoas.

A operação leva serviços socioassistenciais que visam o apoio e proteção à população atingida pela enchente, com a oferta de atenções e provisões materiais, conforme as necessidades detectadas. “Aqui é uma ação emergencial para que não aconteça o pior. Vamos dar todo o tipo de assistência social possível às famílias desses bairros. A enchente deve atingir 15 deles. Cheia tem todos os anos e agora em 2017 resolvemos nos antecipar para evitar o pior”, explicou o prefeito Arthur Virgílio Neto, que, mesmo de licença, determinou lá atrás que um grupo de trabalho envolvendo diversas secretarias municipais fosse criado para minimizar o impacto da cheia na vida das famílias da orla.

Além das problemáticas causadas pela cheia em Manaus, o prefeito alertou que irá se reunir com o vice Marcos Rotta para ver que outras ações emergenciais Manaus precisa receber. “Vou conversar com o Marcos. Depois com os secretários que estão na linha de frente de importantes programas da cidade. Vamos reunir todo o secretariado e vamos voltar a fazer o que eu gosto muito que é estar nas ruas”, disse Arthur, destacando ainda a parceria no dia a dia com o vice.

“Vamos estar juntos. O Marcos vai para um lado e eu vou para outro. Precisamos cuidar dos buracos da cidade, fazer uma ação emergencial. Temos um lado social para resolver com tantos venezuelanos na cidade. Isso cria problema no equilíbrio da cidade”, completou Arthur.

Atendimento

Os trabalhos de levantamento das pessoas que deverão ser atingidas pela subida dos rios são feitos pela Secretaria Municipal da Mulher, Assistência Social e Direitos Humanos (Semmasdh), em parceira com a Defesa Civil de Manaus. Também participam do atendimento as secretarias municipais de Saúde (Semsa), de Limpeza Urbana (Semulsp), de Infraestrutura (Seminf) e Subsecretaria do Centro Histórico (Subsemch).

No primeiro momento, as residências com risco de alagação serão identificadas para posterior concessão do Auxílio Aluguel, no valor de R$ 600, pago em duas parcelas mensais de R$ 300, além de benefícios eventuais (cesta básica, rede, colchão e lençol). É importante destacar que o Auxílio Aluguel só será liberado após o Município decretar Estado de Emergência, que só ocorre após as águas dos rios chegarem à marca de 29 metros. A estimativa é que sejam gastos mais de R$ 6 milhões com a “Operação SOS Enchente 2017”.

 “Estamos começando desde hoje o “SOS Enchente” e nos antecipando com essas visitas, verificando o que podemos fazer, construir pontes, pegando nome dos moradores para que quando seja decretado o estado de emergência, já sabermos quem são essas famílias”, disse Claudio Belém.

 “Já a Semmasdh vai oportunizar para essas pessoas o Auxílio Aluguel e também os benefícios eventuais. Para a zona Rural, vamos levar agua potável e distribuir hipoclorito para que a água seja consumida com qualidade”, completou o secretário da Semmasdh, Elias Emanuel.

 Entre os moradores da área, o sentimento é de alívio. “Nós encaminhamos, em março, ofícios para diversas secretarias que lidam com a cheia na cidade. E estamos vendo a resposta. Estamos muito agradecidos por essa ação de antecedência da prefeitura. Sabemos que esse ano o prejuízo vai ser menor e estaremos amparados”, disse Andrea Brito, membro do Conselho Comunitário do Educandos.

Monitoramento

Desde o começo do ano, a Defesa Civil de Manaus já vem realizando o monitoramento das possíveis áreas de alagação devido ao fenômeno da cheia. Em seu plano de ação, além do cadastro das famílias afetadas em conjunto com a Semmasdh, também estão programadas construções de pontes, que terão início na terça-feira, 18/4, na rua Ambrósio Aires, beco Bragança, no bairro São Jorge, na zona Oeste.

A prefeitura ainda irá realizar os serviços de limpeza e descontaminação que serão realizados em parceria com as secretarias municipais de Infraestrutura (Seminf), Limpeza Pública (Semulsp), Guarda Municipal e demais secretarias envolvidas na operação cheia 2017.

De acordo com o relatório do Departamento de Operações, 15 bairros de todas as zonas da capital serão afetados pela cheia: Tarumã, Mauazinho, São Jorge, Educandos, Raiz, Betânia, Presidente Vargas, Colônia Antônio Aleixo, Aparecida, Centro, Santo Antônio, Cachoeirinha, Glória, Compensa e Puraquequara, além de 13 comunidades das zonas Rural e Ribeirinha.

Conforme dados do Serviço Geológico do Brasil (CPRM), a cheia deste ano está prevista para variar entre 29,25 metros e 29,95 metros.

Fotos: Karla Vieira e Alex Pazuello/Semcom

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