A amamentação pode ser uma experiência muito gratificante para a mãe e para o bebê, com benefícios para a saúde física e mental de ambos. O leite materno é um alimento vivo, adaptável às necessidades fisiológicas e imunológicas do bebê, em cada momento da sua vida.
As vantagens do aleitamento materno:
Para o Bebê:
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O leite materno é alimento completo;
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Protege contra infecções e alergias;
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É limpo, está sempre pronto e na temperatura certa;
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Dar de mamar é um ato de amor e carinho;
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Amamentar é bom para a dentição, fala e desenvolvimento infantil.
Para a mãe:
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Aumenta os laços afetivos;
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Protege a saúde da mãe;
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Ajuda o útero a recuperar seu tamanho normal reduzindo o risco de hemorragia;
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Reduz o risco de câncer de mama e de ovário;
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Ajuda a retardar uma nova gravidez.
Para a família:
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Melhor saúde e nutrição, mais bem-estar;
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É econômico e prático. Não precisa ser comprado;
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Custa menos do que a alimentação artificial;
Resulta em menos gasto com cuidados médicos.
Para o hospital:
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Ambiente emocional mais calmo e tranqüilo;
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Não existe berçário, mais espaço para o hospital;
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Menos infecção neonatal;
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Menos trabalho para a equipe;
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Melhor imagem e maior prestígio;
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Mais seguro em emergências.
A importância do pai na amamentação
Nas famílias modernas surge a necessidade de os pais darem apoio psicológico e assistência às mães.
Em estudos efetuados provou-se ser o pai uma figura importante para a prática do aleitamento materno. No entanto, muitos pais não sabem de que maneira podem apoiar as mães, provavelmente devido à falta de preparo.
O pai pode ajudar sendo compreensivo e ajudando nos afazeres domésticos, cuidados com o bebê e, principalmente, com os outros filhos. A mãe também precisa de descanso e de alguém como o pai que possa ajudar a cuidar do bebê no que se refere à troca de fraldas, banho, vestir e dar colo.
Na hora em que a mãe estiver amamentando, o pai pode levar líquidos como água e suco para a sua esposa. Isso é sinal de atenção. O período de amamentação requer a ingestão de bastante líquido.
Brigas e discussões causam estresse na mãe podendo prejudicar a descida do leite e comprometer o aleitamento materno, que é tão importante para o bebê. A paciência deve ser uma das qualidades que o homem deve exercitar muito nesse período, ainda mais porque nessa fase a mulher fica cansada e por isso mais irritada e impaciente.
A importância da família na amamentação
Além dos pais, todas as pessoas que têm uma participação importante no dia-a-dia da mãe e do bebê, como avós, familiares, etc., podem ajudar.
O que é importante?
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Participação do pai e dos avós desde as consultas de pré-natal, no parto e pós-parto;
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Participar em casa nos momentos de amamentação, envolvendo os outros filhos;
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Encorajar e incentivar a mãe a amamentar;
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Ajudar no cuidado com a casa e os filhos;
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NÃO trazer para casa produtos que prejudicam a amamentação, como latas de leite, mamadeiras e chupetas;
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Não fumar na presença do bebê;
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Orientar a mãe a procurar o serviço de saúde em caso de dúvidas sobre a amamentação.
Dicas para uma boa amamentação
Ao dar de mamar, a mãe deve estar calma e não apressar o bebê;
A mãe escolhe a posição para dar de mamar: pode ficar deitada, sentada ou em pé, desde que ela e o bebê se sintam confortáveis;
O corpo do bebê deve estar inteiramente de frente para a mãe e bem próximo (barriga com barriga);
O bebê deve estar alinhado, a cabeça e a coluna em linha reta, no mesmo eixo (posição de aviãozinho);
A boca do bebê deve estar de frente para o bico do peito;
A mãe deve apoiar o corpo e as nádegas do bebê com o braço e a mão (a cabecinha do bebê fica acomodada na volta de dentro do cotovelo da mãe, facilitando também o contato olho a olho de mãe e bebê);
Aproximar a boca do bebê bem de frente ao peito, para que ele possa abocanhar, ou seja, colocar a maior parte da aréola (área mais escura e arredondada do peito) dentro da boca;
O queixo do bebê deve tocar o peito da mãe.
Como saber que a “pega” do bebê está adequada:
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Boca bem aberta;
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Lábios virados para fora;
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Queixo tocando o peito da mãe;
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Aréola mais visível na parte superior que na inferior;
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Bochecha redonda (“cheia”);
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A língua do bebê deve envolver o bico do peito.
A primeira e todas as outras mamadas
Todo bebê nasce sabendo mamar. O instinto de se alimentar é tão forte que eles mal acabam de chegar ao mundo e já descobrem como fazer para receber o leite quentinho da mãe.
A primeira mamada deve ser oferecida logo após o nascimento, ainda na sala de parto, quer seja parto normal ou cesárea, para estimular a produção e descida do leite.
O peito deve ser oferecido sempre que o bebê quiser, de dia ou de noite, ou seja, sob livre demanda (o bebê faz o horário da mamada), pois quanto mais o bebê mamar, mais leite o peito produz.
Oferecer um peito até o bebê soltar e depois oferecer o outro. Desta forma o bebê receberá o leite do final da mamada, que é mais rico em gordura. O leite do início “mata” a sede e protege o bebê, o do final “engorda”.
Na próxima mamada, começar com o peito que o bebê sugou por último na mamada anterior.
Se for preciso interromper a mamada, a mãe deve colocar a ponta do dedinho no canto da boca do bebê para que ele solte o peito sem machucar, mas geralmente, o bebê solta sozinho o peito.
Para o bebê arrotar, a mãe, o pai ou outro familiar deve levantá-lo e apoiar a cabeça no seu ombro e fazer uma leve massagem nas costas. É importante a participação da família neste momento.
Outra posição para arrotar é colocar o bebê sentado no colo da mãe, inclinando-o para frente, apoiado com o braço da mãe, voltado para frente com as pernas flexionadas.
O peito não precisa de limpeza antes ou após as mamadas. O banho diário é suficiente.
QUANTO MAIS O BEBÊ MAMAR, MAIS LEITE TERÁ.
Diferença entre os leites: Materno, Animal e Artificial
| Leite Materno | Leite Animal | Leite Artificial | |
| Proteínas | Quantidade adequada e fácil de digerir | Excesso, difícil de digerir | Parcialmente modificado |
| Lipídeos | Suficiente em ácidos graxos essenciais, lipase para digestão | Deficiente em ácidos graxos essenciais, não apresenta lipase | Deficiente em ácidos graxos essenciais, não apresenta lipase |
| Vitaminas | Suficiente | Deficiente de A e C | Vitaminas adicionadas |
| Minerais | Quantidade adequada | Excesso | Parcialmente corretos |
| Ferro | Pouca quantidade, boa absorção | Pouca quantidade, má absorção | Adicionado, má absorção |
| Água | Suficiente | Precisa de mais | Pode precisar de mais |
| Propriedades antiinfecciosas | Presentes | Ausentes | Ausentes |
| Fatores de Crescimento | Presentes | Ausentes | Ausentes |
Fonte: OMS/CDR/93.6
A amamentação supre todas as necessidades dos primeiros meses de vida, para o bebê crescer e se desenvolver sadio.
O leite materno é alimento completo porque:
Contém vitaminas, minerais, gorduras, açúcares, proteínas, todos apropriados para o organismo do bebê;
Possui muitas substâncias nutritivas e de defesa, que não se encontram no leite de vaca e em nenhum outro leite;
O leite da mãe é adequado, completo, equilibrado e suficiente para o seu filho. Ele é o alimento ideal;
Não existe leite fraco;
É feito especialmente para o estômago da criança, portanto de mais fácil digestão.
O leite materno dá proteção contra doenças porque:
Só ele tem substâncias que protegem o bebê contra doenças como: diarréia (que pode causar desidratação, desnutrição e morte), pneumonias, infecção de ouvido, alergias e muitas outras doenças;
O bebê que mama no peito poderá evacuar toda vez que mamar, ou passar até uma semana sem evacuar. As fezes geralmente são moles.
O leite materno é limpo e pronto:
Não apanha sujeira como a mamadeira;
Está pronto a qualquer hora, na temperatura certa para o bebê;
Não precisa ser comprado.
Dar de mamar é ato de amor e carinho:
Faz o bebê sentir-se querido, seguro;
Dar de mamar ajuda na prevenção de defeitos na oclusão (fechamento) dos dentes, diminui a incidência de cáries e problemas na fala;
Bebês que mamam no peito apresentam melhor crescimento e desenvolvimento. Trabalhos científicos identificam que essas crianças são mais inteligentes.
Ele é o alimento ideal, não sendo necessário oferecer água, chá e nenhum outro alimento até os seis meses de idade, mesmo quando o tempo estiver muito quente, seco ou o bebê estiver com cólica.
Após os seis meses, o bebê deve continuar mamando até os dois anos de idade ou mais e receber outros alimentos, conforme orientação do pediatra.
Mitos que prejudicam a amamentação
Dar de mamar faz os peitos caírem.
Não é verdade. A queda do peito depende de vários fatores: hereditários, idade, aumento de peso. A própria gravidez causa mudança na sua forma e posição.
Meu leite é fraco.
Falso. Não existe leite fraco. O leite materno tem todas as substâncias na quantidade certa de que o bebê precisa para crescer e se desenvolver sadio. O leite do início da mamada é mais “ralo”, pois contém mais água, menos gordura e grande quantidade de fatores de defesa. Contém também mais vitaminas e sais minerais. O leite do fim da mamada é mais grosso, pois tem mais gordura e engorda o bebê. O bebê precisa do leite do começo e do fim da mamada.
Só meu leite não sustenta, e o bebê chora com fome.
Falso. Nem sempre que o bebê chora é por fome; pode estar com cólica, frio ou calor, molhado, ou simplesmente querendo carinho (colo). Lembre-se de que o choro é a única forma do bebê se comunicar nos primeiros meses de vida. O importante é que ele esteja crescendo bem, o que é demonstrado pelo Cartão da Criança, e urinando mais do que seis vezes a cada 24 horas.
Criança que nasceu prematura (antes do tempo) ou com baixo peso (menos de 2 quilos e meio) não deve mamar no peito.
Falso. Estes bebês podem ter dificuldades de sugar no início, mas são os que mais precisam da proteção do leite materno. Conforme eles crescem, sugam com maior facilidade. Se o bebê tiver dificuldade de sugar, retire o leite, coloque-o numa vasilha limpa e dê ao bebê com colher, copo ou translactação.
Translactação é uma técnica utilizada para oferecer leite quando o bebê suga o peito e não consegue retirar a quantidade de leite de que necessita. Na translactação, quando o bebê estiver mamando, deve ser ajustada, na boca do bebê, uma sonda conectada a uma vasilha com leite. Essa técnica é importante para estimular a produção do leite da mãe ao mesmo tempo em que o bebê está sendo alimentado com outro leite.
Criança que arrota mamando faz o peito inflamar ou o leite secar.
Falso. Não há comprovação científica desta afirmação popular.
Mãe que está amamentando não pode trabalhar fora.
Falso. A mãe pode dar de mamar nos períodos que estiver em casa. Pode retirar e guardar seu leite para ser oferecido ao bebê enquanto ela estiver fora.
Conciliando a amamentação e o trabalho fora de casa
O trabalho materno fora do lar é um obstáculo à amamentação. Apesar disso, é possível conciliar trabalho e amamentação.
Como guardar o leite para o próprio filho:
Se não tem refrigerador, o leite pode ser coletado em vasilha limpa, previamente fervida durante 15 minutos e colocado em local fresco. Para evitar a diarréia, esse leite só deve ser usado até seis horas após a coleta.
Se tem geladeira, o leite ordenhado pode ser refrigerado com segurança por até 24 horas ou congelado por até 30 dias. Antes de alimentar o bebê com o leite guardado, aqueça-o em banho-maria. Ofereça o leite ao bebê com colher, copo ou xícara e lembre sempre de jogar fora o que sobrou.
Como retirar o leite do peito
A mãe deve:
Prender os cabelos e usar touca de banho ou pano amarrado;
Proteger a boca e o nariz com pano ou fralda;
Escolher um lugar limpo e tranqüilo;
Preparar uma vasilha (de preferência um frasco de vidro com tampa plástica) fervida previamente por 15 minutos;
Massagear o peito com a ponta de dois dedos iniciando na região mais próxima da aréola indo até a mais distante do peito, apoiando o peito com a outra mão;
Massagear por mais tempo as áreas mais doloridas;
Apoiar a ponta dos dedos (polegar e indicador) acima e abaixo da aréola, comprimindo o peito contra o tórax;
Comprimir com movimentos rítmicos, como se tentasse aproximar as pontas dos dedos, sem deslizar na pele;
Desprezar os primeiros jatos e guardar o restante no recipiente.
Fonte:
Aniansson et al, 1994. http://www.orientacoesmedicas.com.br/aleitamentoopapeldopai_aleitamentoaleitamentomaterno4.asp
http://guiadobebe.uol.com.br/amamentacao/como_amamentar.htm
Álbum seriado: Promovendo o Aleitamento Materno.






