Saúde da Mulher

Área Técnica de Saúde da Mulher

Contato sede: 3642-9997

Responsável: Rita de Cássia Castro de Jesus.

Conselho Municipal de Saúde: 0800 280 8 485

Distrito Norte: 3581 – 4282

Distrito Leste: 3681 – 9494

Distrito Oeste: 3216 – 7750

Distrito Sul: 3215 – 2916

A Equipe Técnica Municipal das Ações em Saúde da Mulher avalia e monitora ações de saúde que contribuam para garantia dos direitos humanos das mulheres e redução da morbimortalidade por causas evitáveis de forma integrada nos diversos níveis do sistema.

ÁREAS ESTRATÉGICAS

  • Planejamento Familiar
  • Pré-Natal, Parto e Puerpério.
  • Prevenção do Câncer de Colo de Útero e Mama
  • Violência Contra Mulher

Operacionalização

PHPN – Programa de Humanização do Parto e Nascimento

Instituído pelo Ministério da Saúde por meio da Portaria 569 de 1º de junho de 2000. Baseado na análise das necessidades de atenção específica à gestante, ao recém-nascido e à mulher no período parto e pós-parto.

Princípios do PHPN

  • Toda gestante tem direito ao acesso ao atendimento digno e de qualidade no decorrer da gestação, parto e puerpério;
  • Toda gestante tem direito de conhecer e ter assegurado o acesso à maternidade em que será atendida no momento do parto;
  • Toda gestante tem direito à assistência ao parto e ao puerpério e que esta seja realizada de forma humanizada e segura;
  • Todo recém-nascido tem direito à assistência neonatal de forma humanizada e segura.

Pacto pela Redução da Mortalidade Materna

O Pacto pela Redução da Mortalidade Materna definiu ações estratégicas para a melhoria da qualidade da atenção à saúde das mulheres, adolescentes e crianças e colocou a luta pela redução da morte materna e neonatal assumida pelas esferas Federal, Estadual e Municipal, preservando os Direitos Humanos de mulheres e recém-nascidos, tendo em vista que, em sua maioria, as mortes maternas são evitáveis.

A Mortalidade Materna é definida como sendo o óbito de uma mulher durante a gestação ou dentro de um período de 42 dias após o término da gestação, independentemente da duração ou da localização da gravidez, devido a qualquer causa relacionada ou agravada pela condição gestacional ou ainda por medidas relativas a esta, porém, não devida a causas acidentais ou incidentais.

A Mortalidade Materna e Neonatal constitui-se em um grave problema de saúde pública no Brasil atingindo desigualmente as diferentes regiões do país e com maior prevalência entre mulheres e crianças das classes sociais com menor ingresso aos bens sociais. Razões de Mortalidade Materna e Neonatal elevadas se configuram como uma violação dos Direitos Humanos de mulheres e crianças; estima-se que as mortes maternas poderiam ser evitáveis todos os anos com medidas preventivas em relação à saúde da mulher.

No Brasil, morrem anualmente mais de 2.000 (duas mil) mulheres e mais de 38.000 (trinta e oito mil) recém-nascidos por complicações da gravidez, do aborto ou no parto. Quanto às causas de morte materna, predominam as obstétricas diretas (67,6%), e, dentre essas, destacam-se as doenças hipertensivas, as hemorragias, as infecções puerperais, as doenças do aparelho circulatório complicadas pela gravidez, parto, puerpério e o aborto.

Em Manaus, a razão de mortalidade materna em 2008 foi de 47,0 por 100.000 nascidos vivos (Fonte: SINASC / SIM dados sujeito a revisão), dados que refletem uma redução significativa nesse indicador em relação ao ano de 2007 que foi de 64,14.

Essas mortes compõem o coeficiente de mortalidade materna, que é um importante indicador de saúde das mulheres em idade fértil e da qualidade da assistência ao processo reprodutivo, do mesmo modo que os índices de mortalidade materna refletem também a qualidade do sistema de saúde em geral, como o acesso aos serviços, a qualidade da atenção básica, a educação em saúde e a assistência especializada e hospitalar.

O Comitê Municipal de Prevenção do Óbito Materno e Infantil foi instituído pela portaria nº 081/2007 de 9 de fevereiro de 2007 e tem por objetivo elucidar as circunstâncias dos óbitos maternos e infantis ocorridos em Manaus, identificando os fatores de risco, seus determinantes e condicionantes, e propondo medidas para redução destes óbitos.

O Direito ao Pré-Natal

Se você desconfia que está grávida, procure a unidade de saúde mais próxima para confirmar a gravidez e iniciar o seu acompanhamento de saúde. O pré-natal pode lhe assegurar uma gestação saudável e um parto seguro.

  • Você tem direito a fazer pelo menos seis consultas durante toda a gravidez;
  • Ter a presença de uma pessoa de sua confiança nas consultas do pré-natal.

ATENÇÃO!

Você tem direito ao CARTÃO DA GESTANTE.

Esse cartão deve conter todas as anotações sobre seu estado de saúde, sobre o desenvolvimento de sua gestação e os resultados dos exames que você fez.

Leve esse cartão a todas as consultas e verifique se ele está sendo preenchido. Não se esqueça de apresentá-lo aos profissionais de saúde na hora do parto.

Fique de Olho

Em todas as consultas de pré-natal, a equipe de saúde deverá medir sua pressão arterial, verificar seu peso, medir sua barriga e escutar o coração do bebê.

Exames do Pré-Natal

Fique atenta e veja o que é considerado o mínimo de exames a serem feitos:

  • Exames de Sangue: para descobrir diabetes, sífilis e anemia e classificar o seu tipo de sangue.
  • Exames de Urina: podem descobrir infecções e presença de proteína na urina.
  • Preventivo de Câncer de Colo do Útero (Papanicolau): esse exame informa sobre a existência de problemas que podem levar ao câncer de colo do útero, permitindo o tratamento imediato. Este exame deve ser realizado a cada três anos. Caso você não tenha feito neste período, deve fazer no pré-natal.

Teste anti-HIV (para identificar o vírus da AIDS): Caso você queira, você pode fazer esse exame durante o pré-natal. Ele é uma proteção para a mulher e para a criança. Uma mulher portadora do HIV pode começar o tratamento durante a gravidez, evitando que o vírus passe para o bebê durante a gestação e o parto.

Atenção humanizada ao parto e nascimento

O parto é considerado uma urgência e o seu atendimento não pode ser recusado em nenhum hospital, maternidade ou casa de parto. Se a unidade de saúde não puder atendê-la naquele momento, os profissionais de saúde devem examinar você antes de encaminhá-la para outro local. Você só poderá ser transferida se houver tempo suficiente para isso e depois de terem sido confirmadas a existência de vaga e a garantia de atendimento no outro estabelecimento de saúde.

No último trimestre de gravidez você deve conhecer a maternidade onde terá o bebê!

Durante a INTERNAÇÃO e NO TRABALHO DE PARTO, você também tem direitos:

De ser escutada em suas queixas e reclamações e ter as suas dúvidas esclarecidas;

De expressar os seus sentimentos e suas reações livremente. Não se envergonhe nem se intimide se você tiver vontade de chorar, gritar ou rir. Essas são reações normais, que podem ocorrer durante o trabalho de parto com todas as mulheres. Nenhum profissional de saúde pode recriminar você por isso.

Lei n° 11.108 de 07 abril de 2005

Lei do Acompanhante

Garante à gestante o direito à presença de acompanhante durante ao trabalho de parto, parto e pós-parto imediato, no âmbito do Sistema Único de Saúde – SUS. De preferência, acerte isso antes do parto.

Você tem o direito de ter um parto normal e de ser atendida por uma equipe preparada e atenciosa. Na grande maioria dos casos, o parto normal é a maneira mais segura e saudável de ter filhos e deve ser estimulado por uma assistência humanizada, gentil, segura e de boa qualidade, para você e seus acompanhantes.

DICAS PARA ALIVIAR A DOR:

  • Estar na companhia de quem você gosta e confia;
  • Banhos de água morna: podem ser de chuveiro, com a água caindo em cima da barriga e das costas;
  • Caminhar durante o trabalho de parto pode facilitar a descida do bebê. Faça isto se for confortável para você.

QUANDO O BEBÊ ESTÁ NASCENDO:

Às vezes o médico faz um corte na vagina, a chamada episiotomia, que pretende evitar o rompimento da pele, mas nem sempre ela é necessária.

SE VOCÊ PRECISAR DE CESÁREA:

  • Em alguns casos, a cesárea pode ser necessária para proteger você e o bebê, mas você tem o direito de ser informada dos motivos para fazer esta cirurgia;
  • Se o seu primeiro parto foi cesariana, é possível que você possa ter agora um parto normal. Lembre-se: o parto normal, geralmente, é mais seguro para a mãe e para o bebê.

A cesárea é mais arriscada que o parto normal. Para a mulher, existe um risco maior de infecção e problemas com a anestesia. O bebê pode ter problemas respiratórios ou nascer antes do tempo certo. Por isso, ela só deve ser realizada quando for para o bem da sua saúde ou do bebê.

DEPOIS DO PARTO você tem direito a:

  • Ter a criança ao seu lado, em alojamento conjunto, e amamentar. Vocês só precisam ficar separados se algum dos dois tiver algum problema;
  • Receber orientações sobre a amamentação e suas vantagens, para você e para a criança;
  • No momento da alta, você deve sair com orientações sobre quando e onde deverá fazer a consulta de pós-parto e do controle do bebê.

INFORMAÇÕES E ACONSELHAMENTO:

  • Durante as consultas de pré-natal a equipe de saúde deve dar orientações sobre gravidez, parto, pós-parto e cuidados com o bebê. Você também poderá obter informações sobre sexualidade, nutrição e cuidados com a saúde no período da gestação e preparação para amamentação;
  • Cada vez que a equipe indicar para você um exame, tratamento ou cirurgia, ou quando lhe derem algum remédio, você tem o direito de ser informada sobre os motivos dessa conduta, com palavras simples, para que você possa entender o que foi explicado;
  • Aproveite as consultas de pré-natal para esclarecer todas as suas dúvidas sobre gravidez, parto e pós-parto. Informe-se também sobre doenças sexualmente transmissíveis, AIDS e métodos para evitar gravidez. Lembre-se: quanto mais você souber sobre seu corpo, sua sexualidade, sobre formas de preservar sua saúde, melhor para você.

O que fazer caso você não seja bem atendida em qualquer momento da sua gravidez ou parto?

Você pode procurar o(a) diretor(a) do serviço de saúde que atendeu você e informar sobre a sua insatisfação. Você tem o direito de ser atendida com respeito e dignidade. Todo cidadão deve contribuir para a melhoria do atendimento à saúde em nosso país.

Onde você pode encontrar estes serviços

  • Maternidade Balbina Mestrinho – Rua Duque de Caxias, 1142 – Praça 14 – Fone: 3633-4547 / 3632-6242- Referência para gestação de alto risco
  • Maternidade da Alvorada – Rua 07, s/n° – Alvorada I – Fone: 3656-3879 / 3238-6178
  • Maternidade Nazira Daou – Av. Noel Nutels, 844 – Cidade Nova I – Fone: 3636-3712 / 3636-3711
  • Maternidade Azilda da Silva Marreiros – Av. Samaúma, s/nº – Monte das Oliveiras – Galiléia II – Fone: 3646-7874
  • Maternidade Ana Braga – Av. Alameda Cosme Ferreira, s/n° – São José I Fone: 3315-1794 / 3249-6821 / 3249-6823 / 3249-6824
  • Maternidade Moura TapajóZ –Av. Brasil s/nº – Compensa – Fone: 3671-3837/ 3671-3332

Planejamento Familiar

LEI N. 9.263, DE 12 DE JANEIRO DE 1996

É o direito que toda pessoa tem à informação, à assistência especializada e ao acesso aos recursos que permitam optar livre e conscientemente por ter ou não ter filhos. O número, o espaçamento entre eles e a escolha do método anticoncepcional mais adequado são opções que toda mulher deve ter o direito de escolher de forma livre e por meio da informação, sem discriminação, coerção ou violência.

Os métodos anticoncepcionais recomendados pelo Ministério da Saúde são:

  • métodos comportamentais (Billings, Tabela, Temperatura e Sintotérmico);
  • métodos de barreira ( Camisinha masculina );
  • dispositivo intra-uterino (DIU);
  • anticoncepcionais hormonais orais (pílula) e injetáveis;
  • métodos cirúrgicos (laqueadura e vasectomia) utilizados para a esterilização definitiva.

Educação para escolha livre informada – As ações educativas são importantes para garantir à população uma escolha livre e informada do método anticoncepcional a ser usado. Com base nesse princípio, a Secretaria Municipal de Saúde disponibiliza cartilhas de orientação para população.

Onde você encontra este serviço:

  • Unidades Básicas de Saúde
  • Unidades de Saúde da Família
  • Maternidade Moura Tapajoz – Fone 3216-8158
  • Policlínicas
  • Hospital Universitário “Francisca Mendes”- 3645-2323

PREVENÇÃO DO CÂNCER

Muitas vezes, quase sempre por vergonha, falta de acesso aos serviços, preconceito ou medo de realizar os exames ginecológicos de rotina, as mulheres colocam a saúde e a vida em risco. O caso do câncer de colo do útero, por exemplo, é responsável pela morte de milhares de mulheres em todo o mundo, devendo ser devidamente prevenido e controlado.

O útero da mulher é composto por colo, corpo e fundo. Inicialmente, o tumor limita-se à região do colo. Sua evolução ocorre vagarosamente, motivo pelo qual, se atendida a tempo, é curável na quase totalidade dos casos. Entretanto, se não tratado em tempo hábil, pode estender-se para todo o útero e outros órgãos. Atinge predominantemente mulheres na faixa de 35 a 50 anos; porém, há muitos relatos de casos em pacientes com cerca de 20 anos. Naquelas com mais de 50 anos, é absolutamente necessária a realização regular dos exames.

Atenção!

O exame preventivo é a única maneira de identificar o câncer de colo de útero em seu início, quando pode ser tratado sem maiores problemas.

DADOS ESTATÍSTICOS

Atualmente, no município de Manaus, o número de mulheres é de 887.526, que correspondem a 51,24% da população geral. O número de mulheres na faixa etária de 25 a 59 anos é de 347.115, considerada a população de maior risco para câncer de colo uterino, correspondendo a 39,1% da população feminina.

No sistema atual, mais de 70% das pacientes diagnosticadas com câncer de colo do útero apresentam a doença em estágio avançado já na primeira consulta, o que limita, em muito, a possibilidade de cura. De todas as mortes por câncer em mulheres brasileiras da faixa etária entre 35 e 49 anos, 15% ocorrem devido ao câncer de colo do útero.

Segundo dados do SIM/SINASC, o número de óbitos por neoplasias malignas no Município de Manaus em 2007 foi de 63 casos por câncer de mama e 123 por câncer de colo útero. Esses números colocam Manaus entre as capitais com maior índice de mortalidade por câncer de colo de útero entre as capitais brasileiras.

A mortalidade por câncer de útero é evitável, uma vez que as ações para o seu controle contam com tecnologias para o diagnóstico e tratamento de lesões precursoras, permitindo a cura de aproximadamente 100% dos casos diagnosticados em fase inicial.

Onde realizar o exame preventivo / Papanicolau:

  • Unidade Básica de Saúde
  • SPA e Policlínicas
  • Unidades de Saúde da Família

ATENÇÃO ÀS VÍTIMAS DE VIOLÊNCIA

O que é violência contra a mulher?

Na definição da Convenção de Belém do Pará (Convenção Interamericana para Prevenir, Punir e Erradicar a Violência Contra a Mulher, adotada pela OEA em 1994), a violência contra a mulher é “qualquer ato ou conduta baseada no gênero, que cause morte, dano ou sofrimento físico, sexual ou psicológico à mulher, tanto na esfera pública como na esfera privada”.

“A violência contra as mulheres é uma manifestação de relações de poder historicamente desiguais entre homens e mulheres que conduziram à dominação e à discriminação contra as mulheres pelos homens e impedem o pleno avanço das mulheres…”

Declaração sobre a Eliminação da Violência contra as Mulheres, Resolução da Assembléia Geral das Nações Unidas, dezembro de 1993.

A Conferência das Nações Unidas sobre Direitos Humanos (Viena, 1993) reconheceu formalmente a violência contra as mulheres como uma violação aos direitos humanos. Desde então, os governos dos países-membros da ONU e as organizações da sociedade civil têm trabalhado para a eliminação desse tipo de violência, que já é reconhecida também como um grave problema de saúde pública.

Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), “as conseqüências do abuso são profundas, indo além da saúde e da felicidade individual e afetando o bem-estar de comunidades inteiras”.

De onde vem a violência contra a mulher?

Ela acontece porque em nossa sociedade muita gente ainda acha que o melhor jeito de resolver um conflito é a violência e que os homens são mais fortes e superiores às mulheres. É assim que, muitas vezes, os maridos, namorados, pais, irmãos, chefes e outros homens acham que têm o direito de impor suas vontades às mulheres.

Embora muitas vezes o álcool, drogas ilegais e ciúmes sejam apontados como fatores que desencadeiam a violência contra a mulher, na raiz de tudo está a maneira como a sociedade dá mais valor ao papel masculino, o que por sua vez se reflete na forma de educar os meninos e as meninas. Enquanto os meninos são incentivados a valorizar a agressividade, a força física, a ação, a dominação e a satisfazer seus desejos, inclusive os sexuais, as meninas são valorizadas pela beleza, delicadeza, sedução, submissão, dependência, sentimentalismo, passividade e o cuidado com os outros.

Por que muitas mulheres sofrem caladas?

Estima-se que mais da metade das mulheres agredidas sofram caladas e não peçam ajuda. Para elas é difícil dar um basta naquela situação. Muitas sentem vergonha ou dependem emocionalmente ou financeiramente do agressor; outras acham que “foi só daquela vez” ou que, no fundo, são elas as culpadas pela violência; outras não falam nada por causa dos filhos, porque têm medo de apanhar ainda mais ou porque não querem prejudicar o agressor, que pode ser preso ou condenado socialmente. E ainda tem também aquela idéia do “ruim com ele, pior sem ele”.

Muitas se sentem sozinhas, com medo e vergonha. Quando pedem ajuda, em geral, é para outra mulher da família, como a mãe ou irmã, ou então alguma amiga próxima, vizinha ou colega de trabalho. Já o número de mulheres que recorrem à polícia é ainda menor. Isso acontece principalmente no caso de ameaça com arma de fogo, depois de espancamentos com fraturas ou cortes e ameaças aos filhos.

O que pode ser feito?

As mulheres que sofrem violência podem procurar qualquer delegacia, mas é preferível que elas vão às Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher (DEAM), também chamadas de Delegacias da Mulher (DDM). Há também os serviços que funcionam em hospitais e universidades e que oferecem atendimento médico, assistência psicossocial e orientação jurídica.

A mulher que sofreu violência pode ainda procurar ajuda nas Defensorias Públicas e Juizados Especiais, nos Conselhos Estaduais dos Direitos das Mulheres e em organizações de mulheres.

Como funciona a denúncia

Se for registrar a ocorrência na delegacia, é importante contar tudo em detalhes e levar testemunhas, se houver, ou indicar o nome e endereço delas. Se a mulher achar que a sua vida ou a de seus familiares (filhos, pais etc.) está em risco, ela pode também procurar ajuda em serviços que mantêm casas-abrigo, que são moradias em local secreto onde a mulher e os filhos podem ficar afastados do agressor.

Dependendo do tipo de crime, a mulher pode precisar ou não de um advogado para entrar com uma ação na Justiça. Se ela não tiver dinheiro, o Estado pode nomear um advogado ou advogada para defendê-la.

Muitas vezes a mulher se arrepende e desiste de levar a ação adiante.

Em alguns casos, a mulher pode ainda pedir indenização pelos prejuízos sofridos. Para isso, ela deve procurar a Promotoria de Direitos Constitucionais e Reparação de Danos.

Tipos de violência

Violência contra a mulher – é qualquer conduta – ação ou omissão – de discriminação, agressão ou coerção, ocasionada pelo simples fato de a vítima ser mulher e que cause dano, morte, constrangimento, limitação, sofrimento físico, sexual, moral, psicológico, social, político ou econômico ou perda patrimonial. Essa violência pode acontecer tanto em espaços públicos como privados.

Violência de gênero – violência sofrida pelo fato de se ser mulher, sem distinção de raça, classe social, religião, idade ou qualquer outra condição, produto de um sistema social que subordina o sexo feminino.

Violência doméstica – quando ocorre em casa, no ambiente doméstico, ou em uma relação de familiaridade, afetividade ou coabitação.

Violência familiar – violência que acontece dentro da família, ou seja, nas relações entre os membros da comunidade familiar, formada por vínculos de parentesco natural (pai, mãe, filha etc.) ou civil (marido, sogra, padrasto ou outros), por afinidade (por exemplo, o primo ou tio do marido) ou afetividade (amigo ou amiga que more na mesma casa).

Violência física – ação ou omissão que coloque em risco ou cause dano à integridade física de uma pessoa.

Violência institucional – tipo de violência motivada por desigualdades (de gênero, étnico-raciais, econômicas etc.) predominantes em diferentes sociedades. Essas desigualdades se formalizam e institucionalizam nas diferentes organizações privadas e aparelhos estatais, como também nos diferentes grupos que constituem essas sociedades.

Violência intrafamiliar/violência doméstica – acontece dentro de casa ou unidade doméstica e geralmente é praticada por um membro da família que viva com a vítima. As agressões domésticas incluem: abuso físico, sexual e psicológico, a negligência e o abandono.

Violência moral - ação destinada a caluniar, difamar ou injuriar a honra ou a reputação da mulher.

Violência patrimonial - ato de violência que implique dano, perda, subtração, destruição ou retenção de objetos, documentos pessoais, bens e valores.

Violência psicológica – ação ou omissão destinada a degradar ou controlar as ações, comportamentos, crenças e decisões de outra pessoa por meio de intimidação, manipulação, ameaça direta ou indireta, humilhação, isolamento ou qualquer outra conduta que implique prejuízo à saúde psicológica, à autodeterminação ou ao desenvolvimento pessoal.

Violência sexual – ação que obriga uma pessoa a manter contato sexual, físico ou verbal, ou a participar de outras relações sexuais com uso da força, intimidação, coerção, chantagem, suborno, manipulação, ameaça ou qualquer outro mecanismo que anule ou limite a vontade pessoal. Considera-se como violência sexual também o fato de o agressor obrigar a vítima a realizar alguns desses atos com terceiros.
Consta ainda do Código Penal Brasileiro: a violência sexual pode ser caracterizada de forma física, psicológica ou com ameaça, compreendendo o estupro, a tentativa de estupro, a sedução, o atentado violento ao pudor e o ato obsceno.

Fases da violência doméstica

As fases da situação de violência doméstica compõem um ciclo que pode se tornar vicioso, repetindo-se ao longo de meses ou anos.

Primeiro, vem a fase da tensão, que vai se acumulando e se manifestando por meio de atritos, cheios de insultos e ameaças, muitas vezes recíprocos. Em seguida, vem a fase da agressão, com a descarga descontrolada de toda aquela tensão acumulada. O agressor atinge a vítima com empurrões, socos e pontapés, ou às vezes usa objetos, como garrafa, pau, ferro e outros. Depois, é a vez da fase da reconciliação, em que o agressor pede perdão e promete mudar de comportamento, ou finge que não houve nada, mas fica mais carinhoso, bonzinho, traz presentes, fazendo a mulher acreditar que aquilo não vai mais voltar a acontecer.

É muito comum que esse ciclo se repita, com cada vez maior violência e intervalo menor entre as fases. A experiência mostra que, ou esse ciclo se repete indefinidamente, ou, pior, muitas vezes termina em tragédia, com uma lesão grave ou até o assassinato da mulher.

Homens e a violência contra a mulher

A violência é muitas vezes considerada como uma manifestação tipicamente masculina, uma espécie de “instrumento para a resolução de conflitos”.

Os papéis ensinados desde a infância fazem com que meninos e meninas aprendam a lidar com a emoção de maneira diversa. Os meninos são ensinados a reprimir as manifestações de algumas formas de emoção, como amor, afeto e amizade, e estimulados a exprimir outras, como raiva, agressividade e ciúmes. Essas manifestações são tão aceitas que muitas vezes acabam representando uma licença para atos violentos.

Existem pesquisas que procuram explicar a relação entre masculinidade e violência através da biologia e da genética. Além da constituição física mais forte que a das mulheres, atribui-se a uma mutação genética a capacidade de manifestar extremos de brutalidade e até sadismo.

A aprovação da Lei Maria da Penha (Lei 11.340 de 07 de agosto de 2006) foi uma resposta do Congresso Nacional às expectativas da sociedade. Em 2005, a pesquisa do DataSenado revelou que 95% das entrevistadas desejavam a criação de uma lei específica para proteger as mulheres contra a violência doméstica. Em 2007, mesmo sem ter tido reflexo direto na diminuição dos casos de abuso, de acordo com 54% das entrevistadas a existência da Lei é um mecanismo institucional capaz de proteger total ou parcialmente as mulheres.

A Secretaria Municipal de Saúde participa efetivamente da rede de assistência às vítimas de violência. Esta rede é composta por instituições governamentais e não governamentais e sociedade civil que apóia a vítima em suas especificidades

Onde encontrar este serviço

Serviço de Atenção às Vítimas de Violência Sexual – SAVVIS -             Maternidade Moura Tapajoz – Fone 3216-8158/8767 Ramal 29 – End. Av. Brasil s/nº – Compensa I

Delegacia da Mulher – Fone: 3236-7012 – Avenida Mario Ypiranga Monteiro, 3395 – Parque 10

INDICADORES DE SAÚDE DA MULHER 

1 Razão de Exames Citopatológico Cérvico-Vaginais na Faixa Etária de 25 A 59 Anos em relação à população-alvo, em determinado local, por ano.
2 Percentual de tratamento/seguimento no nível ambulatorial das lesões precursoras do câncer de colo do útero (Lesões De Alto Grau Nic Ii E Nic Iii), em determinado local e ano.
3 Percentual de Amostras Insatisfatórias de Exames Citopatológicos
4 Proporção de nascidos vivos de mães com 4 ou mais consultas de pré-natal.
5 Proporção de nascidos vivos por cesária segundo ano, mês e quadrimestre do nascimento.
6 Taxa de Mortalidade Materna por 100 mil nascidos vivos.

ESTRATÉGIA PARA O ALCANCE DOS INDICADORES 

  • Captação precoce das gestantes
  • Humanização nos serviços 
  • Recondução das gestantes faltosas às Unidades de Saúde 
  • Intensificação das ações educativas, inclusive para familiares 
  • Alimentação regular dos sistemas de informação oficiais 
  • Capacitação das equipes para alimentação dos sistemas de informação 
  • Organização da rede de atenção integral à gestante
  • Educação Permanente 
  • Realizar campanhas 
  • Implementar o Comitê Municipal de Prevenção do Óbito Materno
  • Melhorar a notificação do óbito materno e infantil
  •  Adoção de práticas baseadas em evidências científicas

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