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Janeiro Roxo é encerrado com exames dermatológicos em ação social

Para marcar a programação de encerramento do Janeiro Roxo, campanha mundial de combate à hanseníase, a Prefeitura de Manaus, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (Semsa), promoveu nesta quinta-feira, 31/1, a oferta de exames dermatológicos durante ação social no bairro Colônia Antônio Aleixo, zona Leste.

 

 

Organizada por iniciativa do Movimento de Reintegração das Pessoas Atingidas pela Hanseníase (Morhan), a ação aconteceu na Escola Municipal Violeta de Mattos Areosa e teve como objetivo orientar a população sobre os sinais e sintomas da doença e facilitar o acesso aos exames dermatológicos.

 

“Durante todo o mês de janeiro, por orientação do prefeito Arthur Virgílio Neto, as Unidades de Saúde reforçaram as ações do Programa de Combate à Hanseníase, com oferta de exames dermatológicos e consultas médicas. Mesmo com o fim da campanha Janeiro Roxo, os serviços de saúde continuam executando todas as ações de combate à doença e a população deve manter o alerta e procurar atendimento no caso de sintomas suspeitos”, destaca o secretário municipal de Saúde, Marcelo Magaldi, lembrando que manchas brancas, avermelhadas ou amarronzadas, em qualquer parte do corpo, geralmente com perda da sensibilidade à dor, ao calor, ao frio e ao tato, são um dos sintomas mais frequentes da hanseníase.

 

Na ação social, a Semsa disponibilizou atendimento com um grupo técnicos para avaliação inicial de possíveis sintomas de hanseníase, e também consultas com uma médica dermatologista, além de ações de Educação em Saúde.

 

A chefe do Núcleo de Controle da Hanseníase da Semsa, enfermeira Eunice Jacome, informa que os dados da campanha Janeiro Roxo ainda estão sendo consolidados, mas que foi possível observar um aumento da demanda por exames dermatológicos nas Unidades de Saúde e por mais informações sobre a doença durante todo o mês.

 

“Em 10 anos, o município de Manaus tem registrado uma redução de 69,87% na taxa de detecção de hanseníase. Mas, continua a ser uma doença com muitos desafios para os serviços de saúde, principalmente quanto ao diagnóstico precoce. A preocupação é que, com o diagnóstico tardio, o paciente já traz sequelas de hanseníase que são irreversíveis, mesmo tendo o tratamento e cura”, alerta Eunice Jacome.

 

Além do atendimento dermatológico, a ação social organizada pelo Morhan ofereceu para a população serviços com cadastro no SINE, corte de cabelo, emissão de carteira de trabalho e RG.

 

O coordenador estadual do Morhan, Pedro Borges da Silva, explica que a oferta desses serviços é uma estratégia para chamar a atenção da população em geral para o combate à hanseníase.

 

“Quem procurou o serviço de emissão de documentos ou de corte de cabelo, teve a oportunidade de já realizar o exame dermatológico. É um trabalho que permite que os serviços sejam oferecidos fora das quatro paredes de uma Unidade de Saúde, quando a comunidade pode tomar consciência sobre a doença e sobre a importância do diagnóstico precoce para que não existam mais pessoas com sequelas da hanseníase”, destaca Pedro Borges.

 

A ação beneficiou pessoas como a vendedora Elisete Vargas Pinto, moradora do bairro Colônia Antônio Aleixo, que aproveitou o acesso mais rápido ao atendimento com dermatologista. “Acho que esse tipo de atendimento é importante porque muitas pessoas têm dificuldades em procurar os serviços em locais mais distantes. Além disso, as pessoas precisam ter mais informações sobre a hanseníase. Muitas vezes, a pessoa tem uma mancha e não se preocupa, só procurando atendimento quando a doença já está avançada”, afirmou Elisete.

 

Casos – O município de Manaus registrou 115 casos de hanseníase em 2018. Desse total, 103 casos foram diagnosticados em pessoas com idade a partir de 15 anos e 55,17% dos pacientes são do sexo masculino. Por território, o maior número de casos foi notificado na zona Norte com 43 pacientes (37,39%), seguido da zona Leste com 34 casos, da zona Sul com 23 casos, da zona Oeste com 11 diagnósticos e da zona Rural com quatro casos.

 

Texto: Eurivânia Galúcio/Semsa

Fotos: José Nildo/Semsa

Disponíveis em: https://flic.kr/s/aHskN1oo9P

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