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Mostra competitiva terá apresentação de experiências da vigilância epidemiológica

Três experiências desenvolvidas por profissionais do Departamento de Vigilância Ambiental e Epidemiológica (Devae), da Prefeitura de Manaus, coordenada pela Secretaria Municipal de Saúde (Semsa), foram selecionadas para apresentação oral na mostra competitiva da 16ª Mostra Nacional de Experiências Bem-Sucedidas em Epidemiologia, Prevenção e Controle de Doenças (Expoepi), evento que acontecerá no período de 4 a 6/12, em Brasília (DF).

 

 

A diretora do Devae, enfermeira Marinélia Ferreira, explica que a Expoepi é um dos mais importantes eventos de Vigilância em Saúde no Brasil, organizada pelo Ministério da Saúde, com o objetivo de valorizar os trabalhadores do Sistema Único de Saúde (SUS) e reconhecer as experiências bem-sucedidas em atividades de vigilância, prevenção e controle de doenças.

 

“O evento vai reunir profissionais de todo o país, onde serão apresentados temas como doenças imunopreveníveis, infecções sexualmente transmissíveis, hanseníase, tuberculose e outros agravos que representam emergências em saúde pública. E a seleção de experiências bem-sucedidas executadas no SUS é uma oportunidade para que sejam divulgadas as ações que estão sendo desenvolvidas para melhorar os serviços de saúde”, destaca Marinélia.

 

As experiências selecionadas para a mostra competitiva são: “Analisador de dados interativo para monitoramento do surto de sarampo em Manaus”; “Savan: uma ferramenta para o acompanhamento e correção sistemática de notificações compulsórias”; e “Uso das ferramentas Hansen e Savan na dinamização da gestão do cuidado dos pacientes de hanseníase”.

 

Sarampo

O trabalho “Analisador de dados interativo para monitoramento do surto de sarampo em Manaus” é de autoria do assistente administrativo Nilson Ribeiro Picanço, servidor do Centro de Informações Estratégicas de Vigilância em Saúde (Cievs/Devae). Segundo ele, o objetivo foi demonstrar como o município de Manaus desenvolveu sistemas de informação para combater o surto de sarampo, o que permitiu a conexão de diversas fontes de dados, facilitando o monitoramento e progresso das ações de combate à doença.

 

“Foram ferramentas que facilitaram o manuseio de dados por parte de gestores, auxiliando na tomada de decisões e planejamento de ações com maior velocidade e eficiência, o que é de vital importância para os casos de combate aos surtos e epidemias”, explica Nilson.

 

Notificações

A experiência “Sistema de Avaliação de Notificações – Savan: uma ferramenta para o acompanhamento e correção sistemática de notificações compulsórias” será apresentada na Expoepi pelo servidor Marco Antônio Pereira Rodrigues, estatístico e chefe da Divisão de Controle de Doenças e Agravos Transmissíveis da Semsa.

 

Marco Antônio informa que a experiência avaliou o uso do software Savan, que foi idealizado por ele e contou com a colaboração de outros profissionais da Semsa, na melhoria da qualidade das notificações compulsórias registradas na base de dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan), do Ministério da Saúde.

 

“O software faz a verificação sistemática e automática das notificações com regras definidas pela Vigilância Epidemiológica, ajudando a identificar e corrigir condutas incompatíveis com protocolos estabelecidos para determinadas doenças. Com a utilização do software, as ações de correção empreendidas produziram a revisão dos padrões de atendimento, favorecendo a mudança no comportamento dos agentes dos serviços de saúde e alertando para  a importância da qualidade da informação”, ressalta Marco Antônio.

 

O resultado do trabalho permitiu reduzir inconsistências e falta de informação no preenchimento das notificações de doenças, contribuindo para uma melhoria significativa na qualidade dos dados.

 

Hanseníase

A experiência “Uso das ferramentas Hansen e Savan na dinamização da gestão do cuidado dos pacientes de hanseníase” foi elaborado pela enfermeira Sonaira Castro Everton, técnica do Núcleo de Controle de Hanseníase da Semsa.

 

De acordo com ela, o trabalho apresenta o resultado da utilização das ferramentas Savan e Hansen, desenvolvidas por profissionais da Semsa na plataforma Access, da Microsoft, e  trabalhando integrados com a base de dados do Sinan, buscando dinamizar a gestão do cuidado aos pacientes de hanseníase.

 

“O sistema Hansen faz a coleta de informações relacionadas às ações desenvolvidas para o paciente e seus contatos, auxiliando os profissionais de saúde no monitoramento das situações específicas em cada caso. Junto como o sistema Savan, que avalia se os dados da notificação estão completos e consistentes, a utilização dos sistemas gerou benefícios para as ações de gerenciamento, educação, cuidado, construção de conhecimento e articulação com os serviços de saúde, na busca do melhor cuidado ao paciente”, afirma Sonaira.

 

Ela destacou também que esse método de trabalho reduziu o tempo de resposta das ações relacionadas ao não comparecimento dos pacientes às consultas, além de detectar as causas mais comuns desse problema, auxiliando na formação de vínculos do serviço com os pacientes, contribuindo para a identificação das questões que dificultavam a conclusão dos tratamentos em modo oportuno.

 

“Outra vantagem apresentada pelo uso do Savan e do Hansen é que a correção contínua dos registros contribuiu para a melhoria da qualidade dos dados inseridos no Sinan, possibilitando traçar um perfil epidemiológico mais realista da hanseníase no município e fazer um planejamento mais adequado das ações de controle”, conclui Sonaira.

 

Texto – Eurivânia Galúcio / Semsa

Foto – Divulgação / Semsa

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