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Prefeitura de Manaus promove ações sobre saúde mental no Parque das Tribos

Moradores da comunidade Parque das Tribos, no bairro Tarumã (zona Oeste), participaram nesta quarta-feira, 18/1, de ação da campanha Janeiro Branco, que abordou o tema “A vida pede equilíbrio”. A programação foi organizada pela Prefeitura de Manaus, por meio do Distrito de Saúde (Disa) Oeste, e reuniu crianças e adultos com ações educativas para a promoção da saúde mental, além da oferta de auriculoterapia, durante as atividades de rotina da equipe de Saúde Itinerante que atende a comunidade.

 

 

 

 

Segundo a gerente de Atenção à Saúde do Disa Oeste, Flávia Alves da Silva, o objetivo da ação foi promover a reflexão sobre a saúde mental e a importância do autocuidado.

 

 “As unidades de saúde estão promovendo este mês ações para estimular a reflexão sobre o tema. A rede municipal de saúde conta com profissionais que foram capacitados em saúde mental, e podem realizar a avaliação dos pacientes e encaminhar quando necessário para área especializada”, afirmou Flávia Silva.

 

A enfermeira Mayara Silva Veloso, que integra a equipe de Saúde Itinerante na comunidade Parque das Tribos, explicou que a comunidade reúne pessoas de 35 etnias e a equipe de saúde busca manter a escuta qualificada no atendimento para identificar casos de transtornos mentais.

 

“Já tivemos casos de suicídio na comunidade e fazemos um trabalho diferenciado no atendimento ao público, até pela questão cultural. Hoje estamos intensificando esse trabalho, envolvendo tanto crianças quanto adultos, orientando sobre cuidados com a saúde mental”, explicou a enfermeira.

 

Para a psicóloga Ivelisse Noronha Câmara, técnica do programa de Saúde Mental do Disa Oeste, destacou que uma das orientações para a população é sobre a importância de encontrar um equilíbrio na rotina diária, o que vai ajudar e evitar transtornos mentais como ansiedade ou depressão, que representam a maioria dos atendimentos em saúde mental na rede municipal.

 

“O ser humano tem a tendência a ficar nos extremos, no estado de euforia ou de tristeza, o que pode trazer um adoecimento mental. Alcançar esse equilíbrio é difícil e, além de procurar apoio profissional na área de saúde mental, é importante resgatar atividades que saiam da rotina diária, como, por exemplo, ter mais contato com a natureza, praticar atividade física ou buscar as práticas integrativas e complementares, o que pode incluir meditação ou auriculoterapia”, destacou Ivelisse.

 

O cacique do Parque das Tribos, Ismael Munduruku, acompanhou a ação executada pelo Disa Oeste e reforçou a importância de esclarecer a população indígena sobre saúde mental, a depressão e os serviços disponíveis na rede pública de saúde.

 

“Se para a sociedade comum, que vive na cidade, já é difícil o acesso a esse tipo de acompanhamento, principalmente psicológico, imagina dentro da comunidade indígena. Muitos não buscam ajuda porque não sabem que é uma doença e que pode levar ao suicídio, tratam o problema como algo simples ou ‘frescura’. Então, é preciso esclarecer, conscientizar, para que as pessoas saibam que é uma doença, que podem buscar o serviço de saúde e também que esse serviço é público”, afirmou Ismael.

 

 

Texto e foto – Divulgação / Semsa

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