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Prefeitura de Manaus promove premiação de unidades de Saúde por ações de controle da tuberculose

No encerramento da Campanha Municipal de Luta contra a Tuberculose, iniciada no mês de março, nesta sexta-feira, 8/4, a Prefeitura de Manaus promoveu, no auditório do Centro de Educação Tecnológica do Amazonas (Cetam), no bairro Dom Pedro, zona Oeste, uma programação para premiar 22 unidades de Saúde que se destacaram na execução das ações do Programa Municipal de Controle da Tuberculose no ano de 2021.

 

 

 

 

 

Na premiação, foram avaliados indicadores de desempenho do programa: Proporção de exame de sintomáticos respiratórios (pessoas com tosse por duas semanas ou mais); Indicadores de acompanhamento (exames para HIV realizados, contatos examinados e cura); e número iniciado de tratamento de infecção latente por tuberculose (ILTB).

 

Durante o evento, o secretário municipal de Saúde, Djalma Coelho, destacou a importância da premiação na valorização dos servidores que atuam no atendimento direto aos pacientes, buscando melhorar a qualidade do serviço e modificar o cenário epidemiológico do município de Manaus no que se refere à incidência de tuberculose.

 

“Manaus é líder na incidência de casos novos de tuberculose entre as capitais brasileiras e a Prefeitura de Manaus tem intensificado as ações de combate à doença, não apenas durante a campanha, mas na rotina dos serviços. Para alcançar as metas, precisamos capacitar equipes de saúde, sensibilizar os profissionais e promover ações junto à população. E a premiação de hoje é uma forma de valorizar o trabalho que as Unidades de Saúde desenvolveram em seus territórios de atuação, destacando o mérito dos profissionais nas atividades finalísticas desenvolvidas pela Semsa”, afirmou Djalma Coelho.

 

A premiação foi entregue para gestores e trabalhadores das seguintes Unidades de Saúde: Policlínica Dr. José Antônio da Silva, Unidade Básica de Saúde da Família (UBSF) – Norte 17, UBS Frei Valério, UBSF – Norte 47 e UBF Fátima Andrade (zona Norte); UBS Morro da Liberdade, UBS Vicente Pallotti e UBSF – Sul 14 (zona Sul); Unidade Básica de Saúde Rural (UBSR) Nossa Senhora Auxiliadora, UBSR Nossa Senhora de Fátima e USRF Antônio Levino (zona Rural); UBS Gebes Medeiros, UBS Alfredo Campos, UBSF – Leste 07, UBS Mauazinho e UBSF – Leste 24 (zona Leste); UBS Leonor de Freitas, UBS São Vicente de Paula, UBSF – Oeste 26, UBS Lindalva Damasceno, UBSF – Oeste 02 e UBS Luiz Montenegro (zona Oeste).

 

Para o diretor da UBSR Nossa Senhora de Fátima, Luciano Valente de Souza, é importante destacar o trabalho dos profissionais de saúde no combate à tuberculose. Ele explica que a UBSR, que tem dois mil pacientes cadastrados na comunidade Nossa Senhora de Fátima, localizada na margem esquerda do rio Negro, além de 800 cadastros em comunidade próximas, realiza todo acompanhamento de saúde dos pacientes diagnosticados com tuberculose.

 

“A unidade de Saúde realiza a oferta da coleta do exame de escarro de forma semanal, em caso de pacientes com sintomas da doença. O material coletado é levado até o laboratório para o diagnóstico. O paciente é acompanhado por médico na unidade de Saúde, os agentes comunitários de saúde levam o medicamento até a residência e fazem o monitoramento da administração do remédio. Quando necessário, a unidade de Saúde aciona a coordenação do programa de controle da tuberculose para providenciar o transporte do paciente para a realização de mais exames, assim como faz a solicitação de cestas básicas para os pacientes em vulnerabilidade social”, informou Luciano Valente.

 

O chefe do Núcleo de Controle da Tuberculose da Semsa, enfermeiro Daniel Sacramento, ressaltou que após dois anos de pandemia da Covid-19 e com todos os desafios enfrentados pelos profissionais nesse período, é essencial valorizar o trabalho realizado no ano de 2021.

 

“O controle das doenças crônicas em geral, o que inclui a tuberculose, foi afetado durante a pandemia. Então, o objetivo com a premiação é reconhecer o trabalho de todos os profissionais saúde, representados pelas 22 unidades selecionadas nos cinco Distritos de Saúde de Manaus, e que, mesmo com todas as dificuldades na pandemia, buscaram atingir as metas, executar as ações e manter a qualidade do atendimento”, explicou Daniel.

 

Programação

A programação de encerramento da campanha também contou com palestra abordando o “Plano Nacional pelo Fim da Tuberculose: onde estamos e para onde vamos?”, com a apresentação do atual cenário epidemiológico em Manaus, de indicadores e das metas para os próximos anos.

 

“O Brasil tem o desafio, pactuado com a Organização Mundial da Saúde, de eliminar a tuberculose como problema de saúde pública até o ano de 2035, com redução dos óbitos pela doença e da incidência de casos novos. Para isso, Estados e municípios têm reforçado as ações de controle da doença e organizado os serviços para cumprir essas metas”, informou Daniel.

 

Um dos desafios é aumentar o número de pessoas em tratamento pela Infecção Latente da Tuberculose (ILTB), que ocorre quando uma pessoa é infectada pelo Mycobacterium tuberculosis, mas ainda não desenvolveu a doença ativa.

 

“A Semsa tem trabalhado para aumentar esse número com o objetivo de evitar que os pacientes desenvolvam a doença ativa no futuro e passem a transmitir a tuberculose. Somente em 2021, 722 pessoas iniciaram o tratamento, aumento de 384,5% em relação ao ano de 2018. De janeiro a março deste ano, já houve o registro de 166 casos diagnosticados de infecção latente de tuberculose em Manaus”, informou Daniel.

 

Busca ativa

Outro desafio é a busca ativa dos sintomáticos respiratórios (pessoas com tosse por duas semanas ou mais) para a realização de exames e definição do diagnóstico da doença. Em 2021, a Semsa registrou 2.321 casos novos de tuberculose, com um aumento de 11,8% em relação ao ano de 2020, momento em que houve redução do diagnóstico da doença devido à pandemia pela Covid – 19. Entre janeiro e março deste ano, o número de novos casos de tuberculose chegou a 542.

 

“É necessário identificar as pessoas com sintomas, realizar os exames e fazer o diagnóstico. Assim, é possível iniciar o tratamento e curar o paciente, o que vai interromper a cadeia de transmissão, evitando novos casos”, explicou Daniel.

 

 

Texto – Eurivânia Galúcio / Semsa

Fotos – Camila Batista / Semsa  

Disponíveis em – https://flic.kr/s/aHBqjzJTnF

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