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Prefeitura de Manaus promove seminário para atualização no diagnóstico e tratamento da tuberculose latente

Com o objetivo de fortalecer a qualidade da assistência ao doente de tuberculose e seus contatos intradomiciliares, a Prefeitura de Manaus vai promover, nos dias 22 e 23 de setembro, o seminário de “Atualização das Novas Recomendações para o Diagnóstico e Tratamento da Tuberculose Latente”, organizado em parceria com a Fundação de Medicina Tropical Dr. Heitor Vieira Dourado (FMT-HVD).

 

 

 

 

O evento terá como foco a implantação de um novo esquema medicamentoso na rede de saúde, o chamado 3HP, que reduz o tempo de duração do tratamento da infecção e contará com palestrantes de referência nacional na temática.

 

O público-alvo é formado por 320 profissionais, médicos e enfermeiros, que realizam assistência aos doentes de tuberculose em unidades de saúde do município, selecionados de acordo com o número de pessoas em tratamento de tuberculose latente e de contatos identificados e examinados, além de profissionais da própria FMT-HVD, do Hospital Universitário Getúlio Vargas (HUGV), Fundação Alfredo da Mata e Policlínica Cardoso Fontes.

 

Segundo a secretária municipal de Saúde, Shádia Fraxe, o seminário representa mais uma ação estabelecida pela Prefeitura de Manaus para qualificar o rastreio, diagnóstico e tratamento da Tuberculose Latente (ILTB), que ocorre quando a pessoa é infectada pelo Mycobacterium tuberculosis, mas ainda não desenvolveu a doença ativa.

 

“São pessoas que não estão doentes, mas foram infectadas com a bactéria e podem desenvolver a forma ativa da tuberculose em algum momento da vida, principalmente se houver no futuro uma redução da resposta imunológica. Por isso, é importante encontrar formas de fortalecer o diagnóstico da Tuberculose Latente e, assim, iniciar o tratamento”, ressalta Shádia Fraxe.

 

De acordo com recomendações do Ministério da Saúde, o diagnóstico da tuberculose latente deve ser reforçado entre a população que apresenta maior risco de ter sido infectada pela Mycobacterium tuberculosis e de desenvolver a doença ativa, em especial entre contatos domiciliares de pessoas diagnosticadas com a doença, crianças, pessoas vivendo com HIV, pessoas em uso de tratamentos imunossupressores, diabéticos, tabagistas, trabalhadores da saúde e de instituições de longa permanência.

 

“Manaus segue a recomendação da Organização Mundial de Saúde (OMS), para que se estabeleçam metas arrojadas nos municípios, buscando alcançar o fim da tuberculose como problema de saúde pública até o ano de 2035. Para isso, é essencial o trabalho de educação permanente dos servidores que atuam diariamente no contato com os pacientes diagnosticados com tuberculose”, afirma a secretária.

 

O chefe do Núcleo de Controle da Tuberculose da Semsa, enfermeiro Daniel Sacramento, explica que a atualização vai abordar os protocolos de diagnóstico e tratamento da tuberculose latente, especialmente o esquema chamado de 3HP – Rifapentina + Isoniazida, com discussão de casos clínicos.

 

“Os esquemas anteriores de tratamento preventivo para a tuberculose latente exigiam a tomada diária da medicação por quatro, seis ou nove meses, dependendo do medicamento utilizado. Com o seminário, vai ser divulgado o novo esquema, que comporta medicação administrada uma vez na semana, por 12 semanas, mantendo a efetividade do tratamento, que reduz em 90% o risco de desenvolvimento da doença ativa”, explica Daniel Sacramento.

 

A expectativa, segundo Sacramento, é aumentar a adesão do paciente ao uso da medicação e dos próprios profissionais de saúde na condução do paciente.

 

“Alguns profissionais de saúde têm dificuldade em orientar uma pessoa, que teoricamente é saudável, para um tratamento que pode durar até nove meses. E o paciente, que não apresenta sintomas da doença, tem dificuldade em aderir ao uso diário de medicamentos. Com um período mais curto de tratamento e com a tomada de medicamento passando a ser uma vez por semana, esperamos que os pacientes consigam concluir o tratamento mais facilmente”, destaca Daniel.

 

Inscrições

A programação do seminário ocorrerá de forma presencial, seguindo todas as recomendações e protocolos de prevenção à Covid-19, com carga horária de quatro horas, com quatro turmas divididas nos turnos da manhã e tarde, das 8h às 12h e de 13h30 às 17h30.

 

O número de vagas será disponibilizado por Distrito de Saúde (Norte, Sul, Oeste, Leste e Rural). Os participantes serão indicados de acordo com orientação da unidade de saúde em que atuam. O prazo para inscrição dos profissionais é até o dia 18 de setembro.

 

 

Texto – Eurivânia Galúcio / Semsa

Foto –  Valdo Leãos / Arquivo Semcom

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