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Profissionais da rede laboratorial participam de oficina de monitoramento do diagnóstico da tuberculose

Profissionais que atuam na rede de diagnóstico da tuberculose da Prefeitura de Manaus iniciaram, nesta segunda-feira, 22/11, participação na 10ª Oficina de Monitoramento do Diagnóstico de Tuberculose para Laboratórios Polo do Amazonas, promovida pela Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas – Dra. Rosemary Costa Pinto (FVS-RCP/AM), que segue até a próxima sexta-feira, 26, na Fundação de Medicina Tropical (FMT), no bairro Dom Pedro I, zona Oeste.

 

 

 

Conforme a diretora do Departamento de Vigilância Ambiental e Epidemiológica (Devae) da Secretaria Municipal de Saúde (Semsa), (Semsa), Marinélia Ferreira, a rede municipal conta com quatro Laboratórios Distritais localizados nas zonas Leste, Oeste, Norte e Sul, que realizam os exames para o diagnóstico da tuberculose em Manaus (teste rápido, baciloscopia e cultura).

 

“A oficina ocorria anualmente, mas a pandemia da Covid-19 não permitiu a realização no ano passado. Então, esse é um momento importante de retomada do trabalho de monitoramento dos serviços nos laboratórios de Manaus e em alguns municípios do interior do Amazonas, com troca de experiências, avaliação de indicadores e identificação das dificuldades encontradas no diagnóstico da tuberculose, doença que registrou este ano em Manaus um total de 1.859 casos novos e 80 óbitos”, informou Marinélia.

 

Além da apresentação dos Laboratórios Distritais de Manaus, o primeiro dia da oficina incluiu uma apresentação abordando o tema “Indicadores de controle da tuberculose em períodos pré e durante a pandemia da Covid-19 em Manaus”, conduzido pela enfermeira Dinah Carvalho Cordeiro, chefe, em exercício, do Núcleo de Controle da Tuberculose da Semsa.

 

De acordo com Dinah Cordeiro, a taxa de incidência de casos novos de tuberculose, que entre os anos de 2010 e 2019 apresentava uma tendência de aumento, em 2020, durante a pandemia da Covid-19, foi possível observar uma redução de 12,6% nos casos da doença, em comparação a 2019.

 

Em relação ao número de exames laboratoriais realizados para diagnóstico da tuberculose, nos anos anteriores à pandemia da Covid-19 (2018/2019), a média de exames de Teste Rápido Molecular para Tuberculose (TRM-TB) foi de 10.928. Nos anos de 2020/2021, a média de exames realizados foi de 9.398, representando uma variação de -14,0%.

 

“Mas, avaliando a proporção de casos novos de tuberculose com e sem confirmação laboratorial entre os casos pulmonares, observa-se um incremento de 64,5% em 2014, para 82,9% em 2021. Esse dado sugere que o impacto maior da pandemia ocorreu na detecção dos casos suspeitos e não no segmento do diagnóstico laboratorial da tuberculose, já que os laboratórios continuaram realizando os exames, de acordo com os protocolos para o diagnóstico da doença”, afirmou Dinah.

 

Óbitos

Desde 2010, o número anual de óbitos por tuberculose em Manaus tem variado de 71 a 109 óbitos, e a taxa de mortalidade, de 3,5 a 5 óbitos por 100 mil/habitantes.

 

No ano de 2019, antes da pandemia de Covid-19, foram registrados 109 óbitos em decorrência da doença, o que equivale a uma taxa de mortalidade de 5 óbitos/100 mil habitantes.

 

Em 2020, durante a pandemia, 95 óbitos foram registrados por tuberculose, reduzindo a taxa de mortalidade para 4,3 óbitos por 100 mil habitantes.

 

Ainda segundo Dinah, a pressão nos serviços de saúde ocasionada pela Covid-19 e as recomendações de restrição de circulação e o isolamento social, fizeram com que medidas de fortalecimento do tratamento de tuberculose fossem implementadas no município de Manaus.

 

“Uma dessas medidas foi o telemonitoramento da tuberculose, reduzindo impactos negativos da pandemia na adesão ao tratamento. E, embora o indicador de abandono se mantenha acima das recomendações nacionais, observou-se redução de 20,2% em 2019, para 18,7% em 2020, na proporção de encerramento de casos por abandono”, observou a enfermeira.

 

 

Texto – Eurivania Galucio / Semsa

Fotos – Divulgação / Semsa

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