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‘Vigiágua’ supera meta de amostras estabelecida pelo Ministério da Saúde

Chegando a 400% da meta estipulada pelo Ministério da Saúde, o Programa de Vigilância da Qualidade da Água para Consumo Humano (Vigiágua – Manaus), da Prefeitura de Manaus, realizou este ano 320 coletas mensais de amostras para análise laboratorial de potabilidade da água distribuída e consumida pela população da capital amazonense.

 

 

Em Manaus, o programa é coordenado pelo setor de Vigilância de Água, da Secretaria Municipal de Saúde (Semsa), que analisa quatro parâmetros indicadores da qualidade da água: Coliformes Totais, Escherichia coli, Turbidez e Cloro Residual Livre, além do Fluoreto, que é incluído como indicador de saúde bucal.

 

O secretário municipal de Saúde, Marcelo Magaldi, informa que a diretriz nacional determina que o Vigiágua realize 78 coletas mensais para a análise laboratorial, número que é definido pelo Ministério da Saúde de acordo com o quantitativo da população abastecida pela rede pública no município.

 

“Mas, considerando as especificidades do território e da distribuição da população no município de Manaus, o plano anual definido pela Semsa amplia o número de coletas mensais para garantir um melhor monitoramento da qualidade da água, reforçando as ações de prevenção de doenças e promoção da saúde. E quanto maior o número de análises e de pontos estratégicos de coleta, melhor é qualidade de informações que a Semsa tem sobre a potabilidade da água”, explica Marcelo Magaldi.

 

Para realizar o trabalho, a Semsa, seguindo o plano de monitoramento, executa a coleta de amostras de água em 80 pontos de distribuição localizados em cada um dos quatro Distritos de Saúde (Norte, Sul, Leste e Oeste), totalizando 320.

 

Segundo a chefe do setor de Vigilância da Água da Semsa, fiscal de saúde Jocilene Galúcio Barros, as amostras são encaminhadas ao Laboratório de Vigilância da Prefeitura de Manaus para análise e, no caso de identificação de alguma amostra fora do padrão de potabilidade, é feita a notificação imediata à concessionária Águas de Manaus para que a situação seja corrigida no sistema de distribuição de água tratada.

 

Ela ressalta ainda que a água distribuída pela concessionária recebe todo o tratamento necessário, processo que também é monitorado, mas podem ocorrer problemas ao longo do sistema.

 

“O cloro, por exemplo, que garante a segurança sanitária da água, é uma substância volátil e pode sofrer diluição se em algum imóvel houver mistura com um sistema de abastecimento com água do poço, que não recebe tratamento. Com esse trabalho de prevenção por meio da vigilância permanente, é possível assegurar a qualidade da água e minimizar riscos de morbimortalidade por doenças de veiculação hídrica, como doenças diarreicas agudas e hepatite A”, destaca Jocilene Barros.

 

Informação

As informações sobre o número de análises realizadas são inseridas no Sistema de Informação de Vigilância da Qualidade da Água para Consumo Humano (Siságua), que tem como objetivo auxiliar o gerenciamento de riscos à saúde associados à qualidade da água destinada ao consumo humano, como parte integrante das ações de prevenção de agravos e de promoção da saúde, previstas no Sistema Único de Saúde (SUS).

 

“A partir dos relatórios emitidos pelo Siságua, é possível avaliar o cumprimento das metas e diretrizes estabelecidas para todos os municípios”, informa Jocilene.

 

Segundo o Siságua, entre janeiro e 17 de dezembro deste ano, a Semsa realizou a análise de 3.640 amostras para o parâmetro de turbidez, com 388,89% da meta. Em relação a Coliformes Totais e Escherichia coli, que são os dois indicadores microbiológicos de contaminação, foram 4.125 amostras, atingindo 440,71% da meta. Para cloro residual livre, foram 2.129 amostras, com 227,46% de cumprimento da meta. Já para o flúor, que na água colabora para a prevenção à cárie, foram examinadas 1.186 amostras, com 366,05% da meta.

 

Ações

O setor de Vigilância da Água da Semsa também atende demandas a partir de denúncias sobre possíveis problemas de abastecimento que comprometam a qualidade da água, assim como o monitoramento e análise da qualidade da água de poços, unidades de saúde e escolas.

 

“O trabalho de vigilância executado pela Prefeitura de Manaus garante a qualidade da água tratada distribuída na rede pública. Mas ainda há pessoas que preferem investir no consumo da água de poço, que não tem tratamento. Essas pessoas ficam vulneráveis a todo tipo de contaminação, por bactérias, protozoários ou produtos químicos, que podem ser encontrados no subsolo ou lençol freático”, alerta Jocilene Barros.

 

Texto – Eurivânia Galúcio / Semsa

Foto – Divulgação / Semsa

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